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Da promessa à realidade
Com o crescimento
decorrente da instalação do Pólo
e abandono pela prefeitura de Camaçari
que, por já ter suficientes problemas
não podia se preocupar com o distrito,
começou a se fortalecer em algumas pessoas
o sentimento de emancipar a estância,
criando a cidade de Dias D’Ávila.
Foi nesta situação
que um grupo de idealistas, no final dos anos
70, criou a Sociedade Amigos Dias D’Ávila,
com o intuito de trazer melhorias para a população
do distrito. As conquistas maiores dessa época
foram a vinda da 25ª Delegacia, com prerrogativas
semelhantes àquelas de Salvador e a criação
do ponto do ônibus para a capital.
O objetivo maior
da Sociedade, entretanto, era criar condições
econômicas para emancipar o município.
Foi preciso muita luta para se chegar a um final
feliz. Os limites do município tiveram
que ser refeitos.
Hoje muitos criticam
os limites, mas, na época, foram estes
os possíveis e, também, os que
criaram as condições que hoje
nos asseguram uma sólida posição
econômica dentre os quatrocentos e tantos
municípios baianos. Muitas idas ao Governador
do Estado e seus secretários, muitos
pedidos e muito mais negativas do que aquiescências
às reivindicações. Dentre
os amigos dedicados que se empenharam, desde
o princípio, nesta luta formidável
destacamos, para que a história lhes
dê o reconhecimento que merecem, os seguintes:
Dr. Mozart Pedroza, Profª. Altair da Costa
Lima (falecida), Profª. Laura Folly, Dr.
Ezequildes Nunes, Deputado Clodoaldo Campos
(falecido), Gilson Galvão de Souza, Lucas
Evangelista dos Santos, Fernando Gimeno, Flávio
Cavalcante de Oliveira, Mário Padre (falecido),
José Osmar Muricy, Dep. Nestor Duarte,
Dr Raimundo Brito (na época presidente
da Caraíba Metais), Beth Gimeno e Osmar
de Andrade. Muitos outros chegaram depois, e
com muito denodo lutaram pela emancipação
como se desde o inicio lá se encontrassem.
Dentre outros temos: Carlos Augusto Deiró,
Domingos Azevedo (Dó), Serrador, Zezito,
Hélio Pozzi, Moacyr Duarte, Augusto Guiotti,
Prof. Leite, Edmundo Magalhães e vários
outros que, por extensa lista, não conseguimos
recordar
Com a inclusão
da Caraíba Metais nos limites do novo
município, foram criadas as condições
econômicas para se atingir o objetivo
e no dia 25 de junho de 1984, era publicada
a lei que ratificava os limites e criava o município
de Dias D’Ávila. A partir daí,
estava, definitivamente, deflagrado o processo
da emancipação. O plebiscito foi
marcado para o dia 25 de novembro, daquele ano
de 84. Dias D’Ávila possuía,
então, três mil e quinhentos eleitores,
grande parte não residente ou falecido,
pois a maior parte dos residentes era oriunda
de outros estados e não tinham, ainda,
título transferido. No dia do evento,
a prefeitura de Camaçari colocou ônibus
gratuitos para as praias do litoral, pois era
necessário um mínimo de 50 % dos
eleitores votantes. Foi lindo ver-se as pessoas
da cidade mobilizadas para trazer eleitores
para a votação. Doentes trazidos
em cadeiras, gente que tomava banho nos rios.
Serrador afirma que rodou mais de mil quilômetros
só dentro do município. O quorum
se deu com pouco mais de cinqüenta votos
e quando foi concluída a apuração
– logo após o pleito – verificou-se
que, apenas dezesseis pessoas haviam votado
contra. No dia 25 de fevereiro de 1985, foi,
finalmente, publicada a Lei que elevava o distrito
de Dias D’Ávila à condição
de cidade. A Sociedade Amigos de Dias D’Ávila
ainda conseguiu mais uma vitória: Incluiu
o novo município, com a ajuda do desembargador
Mário Albiani, na reforma judiciária,
em dezembro de 84, criando a Comarca de Dias
D’Ávila. Assim, o município
que só foi emancipado em fevereiro de
85, já era comarca desde dezembro, criando
um fato único na história de nossa
terra.
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